2016. por Eliane Cardoso

ÁREAS DE INTERESSES...

     Este espaço é destinado a textos sobre assuntos pelos quais eu tenho interesse e que portanto conheço com alguma propriedade ....
Psicoterapia infantil
Dependência
química

       É possível reconhecer que uma criança necessita de um acompanhamento psicológico quando ela apresenta algumas dificuldades, tais como: de adaptação em sociedade, de desenvolvimento adequado e de nível de gratificação suficientemente bom, ou seja, sente-se feliz com o que possui. Então a pergunta que devemos fazer é: “- Ela está feliz e se desenvolvendo dentro de uma média para sua idade?”. É claro que para ter este olhar não é fácil, isso porque para ter esta percepção “o que é esperado”, temos que comparar a criança com outras, ou seja, além de ter que possuir conhecimento científico sobre desenvolvimento infantil é importante ter experiência no contato com crianças.

       Para esta preocupação dos pais, não basta à própria percepção, e sim o olhar de profissionais que tem contato com a criança, como por exemplo, o professor, este consegue perceber se de fato existe um pedido de ajuda. A partir da sensação de que algo não vai bem com a criança deve-se solicitar uma avaliação psicológica, e havendo a necessidade de um processo de psicoterapia utiliza-se uma técnica chamada ludoterapia, criada por Melanie Klein, que significa a terapia do brincar, isso porque a brincadeira é a possibilidade que a criança encontra de expressar simbolicamente aquilo que ela está sentindo e pensando, o psicoterapeuta então, entende a fala e busca auxiliar a criança na construção e desenvolvimento de compreensões ampliadas das questões que a angustia. Ao longo dos encontros com a criança, o psicoterapeuta informa aos pais quais são os pensamentos e sentimentos que a criança esta expressando e também os orienta em como estes podem ajudar seus filhos, tendo falas e ações que vão de encontro com as dificuldades apresentadas.

       A idéia do caráter preventivo que este texto se propõe, está ligado ao fato de que a criança está se desenvolvendo e se construindo em termos de personalidade, esta aprendendo e escolhendo características que se identifica, portanto é mais fácil de reverter disfunções, já no indivíduo adulto, as dificuldades foram cristalizadas juntamente com a personalidade e os reais motivos de agir, pensar e sentir inadequado, ficam disfarçados e enraizados, dificultando assim o tratamento.

       O uso de substâncias psicoativas, incluindo álcool e nicotina, está entre os principais problemas de saúde pública no mundo. Cerca de dois bilhões de pessoas são consumidoras de álcool, enquanto 1,3 bilhão é fumante e 185 milhões são usuários de drogas ilícitas. Os consumos dessas substâncias juntas contribuem para 12,4 % das mortes mundiais. Além dos problemas de saúdes, o consumo de substâncias tornou-se um importante problema social. Anos de incapacidade, custos para a sociedade, criminalidade, conflitos familiares, violência são fatores associados ao consumo de substâncias. (MALBERGIER, AMARA; OLIVEIRA; MORIHISA; SCIVOLETTO, 2012, p.445).

      A psicoterapia direcionada a todas as vítimas do abuso das drogas (inclundo os famíliares) é complexa no sentido de que se faz necessário uma avaliação e intervenção em todas as áreas afetadas, ou seja, aspectos físicos, emicionais e espirituais e as suas interligações. Portanto conhecer este universo de aspectos é imprescindivel. 

Psicopedagogia

        ANÁLISE PSICOPEDAGÓGICA DA CRIANÇA COM PROBLEMA DE APRENDIZADO.

 

      As dificuldades de aprendizado por sí somente causam atraso no processo de desenvolvimento dos jovens, mas como se não bastasse,  tendem a se estender afetando profundamente o emocional, fazendo com que a mente desenvolva mecanismos de defesas para suportar os traumas e os conteúdos fantasiosos vão ficando cada vez mais disfarçados e aprofundados. A intervenção psicopedagógica é de fundamental importância para que o jovem conquiste o aprendizado mas também qualidade de vida aquirindo assim desenvolvimento emocional. 

                                                                                                                                                              ACOMPANHAMENTO

TERAPÊUTICO

                                                                                   

 

                                                                                   A  necessidade de receber auxílio para                                                              organizar e equilibrar os pensamentos e                                                                   sentimentos são fundamentais para pessoas                                                              que vivem dificuldades com autocontrole.

     O acompanhante terapêutico (A.T.) é um profissional que deve ter experiência principalmente com pacientes que podem sofrer com: sintomas depressivos; desordem dos pensamentos; sintomas de alucinações e/ou de delírios; pessoas que sofrem com dependências químicas ou outras dependências; indivíduos que apresentam comportamentos obsessivos e/ou compulsivos (estes convivem com repetições no pensar e sentir); indivíduos com transtornos psicóticos; e também em pessoas com deficiências de ordem física ou psíquica.  

    Ser acompanhado em demandas de limitações de ordem sociais, psíquicas e neurológicas requer profissional com maturidade que possa oferecer cuidados intensivos na circulação social, e que possa favorecer a potencialização das dimensões simbólicas do cotidiano do sujeito, possibilitando ressignificação de suas experiências trazendo novas formas de estar no mundo.

   Nas situações de crises, o profissional precisa interpretar e traduzir do ambiente, ofertando disponibilidade afetiva até que haja a remissão da crise evitando assim internações que geralmente são tão penosas.

Empenhar esta função de intervir na reinserção social de indivíduos exige algumas habilidades assistenciais, são elas: a capacidade empática; a flexibilidade no trato social; a aptidão de estabelecer vínculos; e a disponibilidade de trabalhar numa condição vivencial nos ambientes do assistido e em suas relações familiares fortalecendo estes vínculos.

     Todo o trabalho deve ser traçado de forma firme e segura, porém possuindo flexibilidades necessárias com foco nas limitações e no contexto histórico da vida do indivíduo, tendo como norte o auxílio na circulação social buscando a resolução de conflitos.

   Os caminhos da intervenção são planejados e estabelecidos partindo das estruturas pessoais do assistido e dos desejos deste e de sua família. Portanto os objetivos devem ter descrições claras e personalizadas, no que se refere ao desenvolvimento de capacidades e na promoção de autonomia, assim como também deve possuir especificações sobre o que seria o término da intervenção.